CORRETOR DE IMÓVEIS – PROFISSÃO EM ALTA

Quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

 

 Atualmente, a profissão de corretor de imóveis está em alta. E a tendência é melhorar ainda mais. A expansão do setor ocorreu nos últimos anos com o avanço do setor imobiliário e a abertura de cursos para formar corretores. Atualmente, várias imobiliárias têm anunciado, com o objetivo de contratar novos profissionais ou até mesmo estagiários. 

Requisitos 

Para se tornar um corretor, é preciso fazer o Curso Técnico em Transações Imobiliárias numa escola reconhecida pelo Ministério da Educação e pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). O mercado oferece tanto cursos presenciais quanto à distância, num valor médio total de R$ 1,2 mil. É muito importante procurar escolas credenciadas, pois se fizer o curso numa escola que não é credenciada, o diploma não vale nada. A realização de um estágio supervisionado também é obrigatória. Ao término do curso, o candidato a corretor recebe o diploma e dá entrada na documentação, que é analisada por uma comissão do Conselho para, então, poder exercer legamente a profissão. 

Quem trabalha como corretor sem possuir a autorização do Creci comete crime e está sujeito às sanções impostas pela lei federal e pelo próprio órgão. A resolução 1065 do COFECI, prevê que as placas anunciando venda ou aluguel de imóveis precisam ter a identificação do proprietário ou o nome e número de registro do corretor. 

Mercado promissor 

 Maiores possibilidades de negócios representam mais ganhos a quem trabalha na área. Com o mercado de trabalho aberto, muita gente resolve investir na carreira para obter um emprego, mudar de ramo ou mesmo garantir um ganho extra. O melhor profissional é aquele que tem contatos. Nada impede dele ser médico ou advogado, por exemplo, e também atuar como corretor.
A lei não prevê a obrigatoriedade do corretor estar ligado a uma imobiliária, permitindo que ele atue como profissional autônomo. O horário de trabalho flexível é outro atrativo para os que pretendem ingressar no mercado. Mesmo quem atua ligado a uma imobiliária, na maioria das vezes é prestador de serviços e não possui horário fixo de trabalho. 

Conhecer bem a cidade e o mercado imobiliário podem ser diferenciais para os corretores que atuam na comercialização de imóveis de terceiros. Porém, os que estão começando a carreira podem trabalhar nos plantões de vendas, comuns em loteamentos e condomínios. 

A meta do Creci atualmente é tornar o corretor de imóveis um profissional valorizado e reconhecido. Muita gente pensa que é só chegar e vender, que ganha dinheiro no mole. Mas não é assim.
A falta de valorização, aliás, é a principal reclamação do Creci, que vem trabalhando muito para  reverter este quadro. O corretor é o facilitador, o elo entre quem compra e quem vende.
Ser imparcial, não pendendo para qualquer um dos lados envolvidos na negociação, é um dos pontos do código de ética dos corretores. O documento prevê que o profissional deve, ao oferecer um negócio, apresentar dados rigorosamente certos, nunca omitindo detalhes que o depreciem, informando o cliente dos riscos e demais circunstâncias que possam comprometer o negócio. 

Quanto ganha 

A remuneração dos corretores de imóveis é feita com base numa tabela de comissões definida pelo Creci. (veja link Honorários no site do CRECI). A tabela prevê ainda remunerações específicas para diversos casos, como administração de bens, loteamentos, administração de condomínios, compras, ativos imobiliários e pareceres. 

Receber valores que estejam fora das faixas de comissão estabelecidas pelo Creci fere o código de ética da entidade e deixa o corretor sujeito à fiscalização. Além do que, isso desvaloriza a profissão.

Cuidados necessários 

Quem vai comprar, vender ou alugar um imóvel deve se certificar de que o corretor envolvido no negócio possui autorização do Creci para trabalhar. Isso é possível acessando a página do Conselho na internet (www.creciba.org.br). 
 
 Autonomia e horário flexível são atrativos

Alguns corretores de imóveis são autônomos, enquanto outros trabalham para imobiliárias. Mas, mesmo os do segundo grupo, possuem um grau de flexibilidade pouco visto em outras profissões. Na maioria, são prestadores de serviços que utilizam a estrutura das imobiliárias sem terem salário fixo definido. 

Quem trabalha como autônomo fica com a comissão integral. Já os corretores ligados a uma imobiliária ganham um percentual do valor das comissões. Em contrapartida, as empresas fornecem estrutura, como linhas de telefone, acesso à internet, anúncios em jornais e carteira de clientes. Gastos com transporte e alimentação são por conta do corretor. Mesmo não pagando salários fixos, algumas colocam metas de vendas.

A política de contratações não foge do que é feito costumeiramente pelas empresas dos mais diversos ramos. As imobiliárias sérias exigem registro no Creci e um bom currículo. Às vezes alguma indicação também ajuda. É bem semelhante ao processo de qualquer empresa.

Histórias da corretagem 

Um dos corretores mais antigos de Sorocaba pediu baixa na carteira do Creci e encerrou a profissão no final de 2009. Depois de 41 anos atuando no mercado, William Leite de Oliveira resolveu pendurar as chuteiras. Ele também é advogado e exerce a profissão até hoje, aos 81 anos de idade. Exemplo de quem soma a corretagem de imóveis com outra função. E foi homenageado recentemente numa solenidade do Creci em Sorocaba. 

Quem também impressiona pelo tempo dedicado à corretagem é Lupércio Mariano da Silva, na área há 44 anos. Quando começou, era funcionário do grupo Votorantim e fez a comercialização de um loteamento com 2,5 mil terrenos. Ao se desligar da empresa, em 83, passou a trabalhar como autônomo, função que exerce até hoje, aos 76 anos de idade. 

Para quem está interessado em iniciar a carreira eles aconselham: Precisa ser perseverante, paciente e trabalhar, trabalhar, trabalhar, resume William. 

Fonte:  Texto base do Jornal Cruzeiro do Sul, adaptado.

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